Centro Cultural Banco do Brasil . Teatro I
Histórico do Monumento
O edifício-sede nasceu no no 66 da Rua Primeiro de Março, no centro da cidade, e se tornou berço do investimento em cultura feito pela instituição financeira. Já foram mais de 2.450 projetos nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento realizados durante sua trajetória. Por conta destes feitos, desde 2011, o Brasil foi incluído no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, posicionando o Rio de Janeiro entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo.
Inaugurado como sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro, em 1906, sua rotunda abrigou o pregão da Bolsa de Fundos Públicos. Na década de 1920, passou a pertencer ao Banco do Brasil, que realizou uma reforma para abertura de sua sede. No final da década de 1980, resgatando o valor simbólico e arquitetônico do prédio, o Banco do Brasil decidiu pela sua preservação ao transformá-lo em um centro cultural. O projeto de adaptação preservou o requinte das colunas, dos ornamentos, do mármore que sobe do foyer pelas escadarias e retrabalhou a cúpula sobre a rotunda, valorizando e preservando os diversos estilos presentes na edificação: o neoclássico, presente na rotunda e em suas colunas ornamentadas com a ordem jônica, o art nouveau encontrado nas janelas externas e o art déco presente na porta da entrada da Rua Primeiro de Março, no lustre em frente à bilheteria e nas portas do Teatro I.
Diariamente, o espaço é ocupado com diversas atrações culturais, música, teatro, cinema e exposições. Além disso, o edifício possui biblioteca, arquivo histórico e o Museu Banco do Brasil.
O Restauro
Para celebrar seus 35 anos em 2024, o Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, passou por uma reforma estrutural. A obra, após a finalização das demolições, passou pelas etapas de regularização das paredes da área do palco, instalação de duas plataformas elevatórias de acesso ao palco, substituição e instalação de tubulação hidráulica e de esgotamento sanitário dos banheiros dos camarins, banheiro família, lounge e bomboniere, instalação de infraestrutura elétrica, execução e instalação dos projetos de estruturas metálicas, instalação de paredes e forros em drywall. O sistema de ar condicionado foi refeito, os dutos que compõem o sistema de refrigeração do teatro estão prontos, e a próxima etapa será de teste com os equipamentos de ar-condicionado que alimentarão o sistema. Serviços estruturais no banheiro família e na escada que dá acesso aos camarins 2 e 3. Os serviços de finalização da obra incluíram a instalação das estruturas cênicas acima do palco, conhecidas como varas, que permitem regular a altura da montagem de luz dos espetáculos, ou fazer movimentos de cortinas e telões.
Durante os trabalhos de restauro, nas paredes de onde seriam os camarins, foram encontrados recortes de jornais da época da obra que transformou a antiga agência e sede do Banco do Brasil em Centro Cultural, no período de 1987 a 1989. A publicação impressa representa um importante registro da época em que o teatro foi inaugurado, em outubro de 1989, com a ópera “Judas em Sábado de Aleluia”, que fazia parte do Ciclo Machado de Assis. Nesses 35 anos de existência, o palco da edificação histórica recebeu diversos espetáculos importantes na história das artes cênicas brasileira.
Ficha técnica
Localização: Rio de Janeiro (RJ)
Período de restauração: Dezembro/2023 a setembro/2024
Data de construção: 1906
Projeto: Francisco Joaquim Béthencourt da Silva
Proteções existentes: Monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Obras de restauração: Arquitetônica
Registro fotográfico: Marcos Reis
