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Ano V Edição nº 30 - Outubro de 2013
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A reinauguração do Mercado Municipal Adolpho Lisboa em Manaus movimentou a população manauara, no dia 24 de outubro, durante os festejos dos 344 anos da cidade. O mercadão, como é carinhosamente conhecido pela comunidade local, é um símbolo extremamente importante para o conjunto de obras do Patrimônio Histórico Nacional e para a trajetória da arquitetura brasileira.

A Construtora Biapó tem orgulho de contribuir com a preservação histórica brasileira com mais esta obra.

Inspirado no mercado Les Halles, de Paris, o Mercado de Manaus foi o segundo construído no Brasil, inaugurado em 1882. Em estilo Art Noveau, com estrutura em ferro fundido e vidros coloridos, representa a principal porta de entrada da produção pesqueira e rural do Amazonas.

A restauração deste bem cultural garante a continuidade de um espaço de comércio regional, adaptado às atividades desenvolvidas, transformando-o em um mercado-modelo, além
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de valorizar e qualificar seu entorno, levando em conta sua localização, à margem esquerda do rio Negro, com todas as suas implicações sociais, econômicas e culturais. O mercadão é uma obra representativa da identidade do povo brasileiro e manauara, e certamente será um ponto de visita obrigatório dos turistas durante a Copa do Mundo.
Mercado consolida presença da Biapó no Amazonas
A recuperação e adaptação do Mercado Adolpho Lisboa representa mais uma conquista territorial e materializa a presença da Construtora Biapó (atuante em outros cinco estados brasileiros) no Amazonas, onde também realizou o restauro do Paço Municipal.

Destacam-se, entre os serviços realizados no mercado, a restauração dos elementos em ferro
fundido; a recomposição e pintura das fachadas; a recuperação e adequação das instalações; e a restauração da cobertura em telha cerâmica e metálica.

O novo relógio, instalado na fachada da Rua dos Barés, sem dúvida, valorizará ainda mais a herança do período áureo da borracha, com quase 150 anos de existência, no Amazonas.
Espaço de referência
“Alarico Furtado” ou Pavilhão Central foi o primeiro construído na edificação em 1880, feito em estrutura de ferro fundido sustentado por 28 pilares. Em 1890 iniciou-se a construção de mais dois novos pavilhões, em madeira de lei e telhado de zinco, aos lados leste e oeste do Pavilhão Central, destinados à venda de carne e peixe. Em 1987 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) incluiu o Mercado Municipal de Manaus na lista de prédios protegidos, por sua singularidade arquitetônica.

Depois de quase dez anos fechado, o espaço voltará a ser um local de referência arquitetônica, cultural e comercial – com a venda de produtos
e mercadorias de qualidade, além do rico artesanato – para o povo manauara e os turistas que visitam a cidade.

A entrega do mercado à população é um marco também para os permissionários (feirantes e vendedores ambulantes), que serão incluídos em cursos de qualificação como gestão de negócios, qualidade no atendimento e manipulação de alimentos e produtos, além de conhecimentos históricos, para atender ao público em geral.

Os comerciantes deste patrimônio prometem dar vida ao novo ponto de encontro, tanto para quem vem de fora e quer conhecer Manaus, como para quem é da cidade.
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Para a arquiteta e urbanista da Biapó, Bartira Bahia: "As ações iniciais são focadas em atividades de limpeza e proteção. Internamente a obra passou por limpeza dos pisos e diversos objetos de propriedade da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, higienização e catalogação.

As atividades externas fazem referências à execução de tapumes ao redor do monumento e na Rua Sacadura Cabral. Após o serviço de preparação, que garantirá a proteção da área e do entorno da obra, inicia-se a etapa de remoção de argamassas danificadas, assim como de pinturas, de revestimentos, de barrotes, forros e estruturas de madeira danificadas do telhado e telhas.

Com a cobertura provisória e escoramento executados, daremos início aos trabalhos de recuperação dos telhados, alvenarias e revestimentos das fachadas e das paredes internas, como a recuperação da alvenaria escorada, argamassas danificadas, retirada da pintura comprometida, restauração de ornamentos, inclusive internos em estuque, acabamentos de pisos e paredes em geral (mármore, cerâmica, madeira, pedra, ladrilho hidráulico, entre outros), informa a arquiteta residente da obra de restauração, Thatiane Heloise.

Serviços de instalações elétricas, telefônicas, hidrossanitárias e de combate a incêndio também estão previstos, assim como a recuperação das escadas e esquadrias de madeira e metal.

O registro fotográfico de fachadas e interiores de casas vizinhas está sendo realizado em conjunto com a equipe de responsabilidade social da Concessionária Porto Novo.

Para manter a obra em bom estado de conservação após o término, a Biapó disponibiliza um manual de uso do prédio ao proprietário responsável, incluindo instruções e procedimentos adequados de conservação, manutenção e limpeza dos diversos elementos da edificação, tais como piso de madeira, de ladrilho hidráulico, altares e o que mais necessitar de cuidados especiais.

Segundo o engenheiro civil especialista em Restauração de Monumentos e Sítios Históricos,
Walter Vilhena Valio, o processo de restauração da Igreja de São Francisco da Prainha vai manter as características de como a conhecemos hoje.

O projeto de restauro contempla diversos estudos de edificação, história, estilo, materiais e alterações ao longo da vida do monumento. É possível, com essas informações, obter um diagnóstico do estado de conservação do imóvel.

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Da análise desses dados, elabora-se desenhos e especificações de cada tipo de serviço a ser realizado: alvenaria, marcenaria, pintura, restauração dos bens integrados (com ou sem policromia). Cada especialidade conta com seus respectivos profissionais e seus auxiliares. "Normalmente, nas obras de restauração, temos profissionais em todos os níveis, mas organizamos o quadro desses profissionais de acordo com o objetivo a se atingir", afirma Vilhena.


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P rossegue a obra de restauração do antigo Convento e Capela Bom Pastor, no Rio de Janeiro. Nos meses de julho, agosto e setembro, foram restaurados os telhados. Depois da instalação da subcobertura, foram colocadas as ripas em maçaranduba (100% de substituição) e as calhas de cobre e assentadas as telhas francesas originais, após sua lavagem.

Outro ofício importante é o da restauração das fachadas do convento com prioridade para a fachada frontal. Após a recomposição do emboço/reboco faltante, foram pintados os panos lisos com tinta à base de silicato de potássio cinza claro.

Os frisos receberão uma reprodução de gnaisse (tipo de rocha de formação sedimentada) ainda em fase de teste. As bandeiras e portais das janelas foram pintados com esmalte sintético na cor telha, conforme prospecções estratigráficas realizadas na fase inicial.
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Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda. Coordenação editorial: Adriano Carvalho. Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP. Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho e Cláudia Nunes. Colaboração: Ana Vivien, Camila Furloni e Sérgio Costa. Fotografias: Arquivo Biapó. Revisão: Julieta Garcia. Diagramação: Sofia Franco.

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