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Ano V Edição nº 31 - Janeiro de 2014
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No centro histórico de Manaus, os números 69 e 77 da Rua Bernardo Ramos pertencem às duas residências mais antigas da capital. As fachadas de linhas simples, com esquadrias de madeira de desenho elegante, guardam em sua arquitetura uma parte importante da história da ocupação da cidade.

As casas foram construídas por volta de 1819 com a técnica taipa de mão, também conhecida como pau-a-pique, que consiste em estruturar as paredes com uma armação de madeira entrelaçada, cujos vãos são preenchidos com argamassa de barro cru e cal aplicada à mão.

A Construtora Biapó foi contratada pela Prefeitura de Manaus para restaurá-las, dentro do Programa de Revitalização do Centro de Manaus,

administrado pela Secretaria Municipal do Centro (SEMC), que, entre outras ações, entregou recentemente para a comunidade o Mercado Adolpho Lisboa, totalmente restaurado.

Nas residências, as obras começaram com o restauro das fachadas, que possuem paredes de pedra com madeira, pedaços de telha, argila e cal. As esquadrias das janelas estão sendo produzidas conforme registros de mapeamento de danos das esquadrias originais e registros de fotos antigas. As paredes internas de pau-a-pique serão tratadas com a mesma fidelidade, adotando a técnica antiga e tradicional. A obra continuará com a execução dos forros de madeira do tipo saia e camisa e espinha de peixe, além da reestruturação de salas com diferentes pisos, como o assoalho de madeira itaúba, ladrilhos hidráulicos (réplicas dos originais) e pisos cimentados com pó de mármore.

Os trabalhos, iniciados em 2 de dezembro do ano passado, tem previsão de finalização em abril de 2014. Quando estiverem completamente restauradas, as casas serão transformadas em espaço cultural e gastronômico, contemplando também o artesanato regional.

Uma das etapas iniciais da obra de restauração da Igreja de São Francisco da Prainha, no Rio de Janeiro, foi a execução de uma cobertura provisória metálica montada sobre andaimes metálicos, que permite reaproveitamento de materiais por atribuir uma dupla utilidade aos andaimes e proporcionar rapidez na montagem e desmontagem. Essa tecnologia já é utilizada na Europa, e a Biapó é a primeira empresa a empregá-la no Brasil, em parceria com a Ulma Construccion.

A cobertura com telhas onduladas de PVC ou fibra de vidro tem o objetivo de proteger o monumento contra intempéries, como as chuvas e o sol escaldante, típicas do verão carioca, enquanto as telhas cerâmicas do edifício (do tipo capa e canal) são substituídas por outras semelhantes, garantindo o mesmo visual.

O conforto e a comodidade que esta cobertura provisória propicia são fatores que contribuem para um bom trabalho de revisão e restauração da estrutura do telhado. A tecnologia empregada também facilita a restauração do revestimento externo das fachadas.

As prospecções realizadas em diversos pontos da edificação mostraram uma variedade de padrões de pintura artística para o imitativo de gnaisse que cobre as cercaduras das mais de 300 esquadrias existentes na Paróquia e no Convento Bom Pastor, localizado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Os traços mais representativos escolhidos foram os que se assemelhavam com veios de pedra, feitos à mão livre, com pincel, individualizando cada “pedra”.

Entre os meses de julho e agosto, ocorreram inúmeros testes dessa pintura artística para encontrar a que mais se aproximasse do padrão estético escolhido e pudesse ser feita com outras técnicas, com rolos e carimbos, para possibilitar sua reprodução em grande escala.

A pintura começou nas cercaduras e frisos das fachadas do pátio interno e na lateral esquerda da igreja. Depois da pintura do fundo com tinta acrílica na cor especialmente formulada para este serviço, foi inserida a estampa do carimbo de borracha com os veios da pedra, na cor grafite (Pantone 446C). Para efeito de sombreamento, foram aplicadas camadas sobre a estampa, com pincéis e brochas, aguadas nos dois tons citados.

O padrão do imitativo de gnaisse foi desenvolvido pela Restqua Conservação e Restauro Ltda., da restauradora Elaine Chagas, que tem em seu grupo Cleyton Francelino da Silva (aux. de restauração) e Stefani da Silva (restauradora); e a execução da pintura contou com o auxílio da equipe da restauradora Luciene Hiromi Akaboshi, composta por Alice Medina de Sena Torres (restauradora), Pauline Julião Moreira (aux. de restauração) e Jonas Massao Akaboshi de Souza (aux. de restauração).

Pintura de acabamento com esmalte sintético nas esquadrias

A decapagem da tinta, não só das portas e janelas, mas também dos portais e bandeiras pelo lado interno da nave da igreja, está concluída. A madeira já estava bastante deteriorada devido à exposição ao sol e à chuva, sendo necessária a substituição integral das peças de menor seção como os frisos de moldura, baguetes do vidro e venezianas.

Algumas janelas, bandeiras e portais que estavam em estado precário de conservação, danificados por cupins, foram trocados por novas peças feitas conforme o modelo original, porém, em cedro, em substituição ao pinho de riga, em função da baixa disponibilidade do pinho e da qualidade superior do cedro.

Prosseguiram também os trabalhos de preparação da superfície das esquadrias, bandeiras e portais para pintura com aplicação de fundo preparador, massa e lixamento das esquadrias de tipologia.
As esquadrias do primeiro e segundo pavimentos receberam pintura de acabamento com tinta esmalte sintético nas seguintes cores: face externa – “telha” e amarelo 7403U, e face interna - verde (Pantone 5845U). Após a pintura, foram embaladas em plástico bolha e papelão ondulado para o armazenamento adequado, uma vez que as peças serão reinstaladas apenas ao final do serviço de emboço interno e externo.

Os peitoris danificados - empenados, ressecados e com perda de material devido à ação de chuva e sol - também estão sendo substituídos por novas peças em ipê com pingadeiras de mesmo desenho que os originais.
Telhado finalizado
As telhas francesas originais foram lavadas com água e detergente neutro para serem reassentadas nos telhados e presas com arame galvanizado. A finalização do telhado incluiu a colocação de uma cumeeira. Para isso, foi necessário nivelar as tesouras que compõem o encontro entre os telhados com a substituição de caibros e peças danificadas.

Em um dos telhados foi instalada uma subcobertura em manta dupla de não-tecido de alumínio, para proteção térmica, e refeito o ripamento. Para as duas águas deste telhado, foram adquiridas telhas francesas novas, do tipo redonda com coração, tamanho 46,5cm x 25cm, seguindo o original.
Continua a restauração das fachadas
Os serviços de revestimento concentraram-se na fachada posterior, lateral direita e lateral esquerda da igreja. Foram realizados o exame de percussão, a remoção de emboço/reboco solto e a lavagem manual cuidadosa dessas fachadas. Em trecho da fachada posterior, junto à ruína, foram feitos a retirada de azulejos e o fechamento do frontão do telhado com alvenaria em tijolo furado.

Ainda na fachada posterior, a parede dupla do antigo anexo foi demolida, revelando cinco vãos originais, no segundo pavimento, quatro janelas e uma porta. Com o uso de carrinho deslizante, foi feita a recomposição dos frisos da cimalha da varanda
do pátio interno. As colunas e bases foram restauradas, iniciou-se a regularização de trecho inferior das paredes como preparação para impermeabilização no entorno da varanda do pátio interno.

Os panos lisos das fachadas posterior e lateral esquerda da igreja foram preparados com fundo preparador e massa corrida externa especial para tinta sílica com componentes minerais. Um trecho da fachada posterior foi pintado com tinta de silicato de potássio na cor cinza claro ao mesmo tempo em que foi aplicado fundo preparador e massa para madeira na face externa das bandeiras e portais das esquadrias com esmalte sintético na cor telha.

Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda. Coordenação editorial: Adriano Carvalho. Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP. Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho e Cláudia Nunes. Colaboração: Jackson Freitas, Camila Furloni e Sérgio Costa. Fotografias: Arquivo Biapó. Revisão: Julieta Garcia. Diagramação: Sofia Franco.

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